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Avaliação Da Relação Público-Privada No SUS: O Caso Dos Procedimentos Cardiovasculares De Alta Complexidade
Aiane Luiz Martins, Milena Osório Pedelhes, Mariana Silva de Oliveira, Mariana Guerra

Última alteração: 2019-12-17

Resumo


O presente artigo tem como objetivo avaliar a relação público privada no acesso a procedimentos cardiovasculares de alta complexidade financiados pelo SUS. Esta avaliação se deu por meio do cálculo do IDSUS - Índice de Desempenho do Sistema Único de Saúde nº 9, adaptado de maneira a avaliar o acesso da população regional aos procedimentos de alta complexidade cardiovasculares, nos anos de 2016 a 2018.Os resultados apontaram que no Regime Público, a região com maior acesso é a Região Norte, para todos os anos de análise, e a com menor acesso, a Região Sul, para o ano de 2016, e a Região Centro-Oeste, para os anos de 2017 e 2018. Já em se tratando do Regime Privado, a região com maior acesso é a Região Centro-Oeste, para todos os anos de análise. Ademais, os procedimentos hospitalares cardiovasculares de alta complexidade são mais acessados pela rede privada financiada pelo SUS do que pela rede pública, nas regiões Nordeste, Sudeste, Centro-Oeste e Sul. Isso demonstra que o SUS está utilizando-se da contratação destes entes privados para o acesso da população a estes serviços, e atuando na rede pública de maneira complementar, ou seja, há uma dependência do Sistema à rede privada para garantir o acesso da população aos procedimentos cardiovasculares de alta complexidade.