Portal de Conferências da UnB, 2º Congresso UnB de Contabilidade e Governança - 2nd UnB Conference on Accounting and Governance

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Cultura Organizacional e Avaliação de Riscos: uma análise da aplicação do Método COSO na Marinha do Brasil
Alexandre Tochetto Silva, Ana Carolina Pimentel Fonseca, Frederico Azevedo Carvalho

Última alteração: 2016-11-15

Resumo


A administração pública brasileira vem buscando se distanciar do Modelo Burocrático. Dentre as alternativas contempladas, destaca-se a metodologia criada pelo Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission (COSO), que se caracteriza pelo foco em controles internos. Nos Relatórios de Gestão (RG), as entidades públicas têm apresentado autoavaliações, inspiradas no Método COSO, tal como implícito nas recomendações do Tribunal de Contas da União (TCU). No entanto, em alguns órgãos, como na Marinha do Brasil (MB), os instrumentos burocráticos parecem adequados. Neste trabalho, investiga-se essa aparente controvérsia, analisando se a autoavaliação do processo de "Avaliação de Riscos" é compatível com a Cultura da MB, sob a ótica da Distância de Poder e do Controle da Incerteza, dimensões culturais propostas por Hofstede. Além da análise dos RG, foram aplicados questionários e entrevistas a uma amostra de profissionais nos níveis Estratégico, Supervisão, e Operacional. O resultado sugere que a instituição pode não possuir características ideais para a recomendação do TCU, indicando o desafio - a ser enfrentado e vencido - de adaptar o Método COSO para adequar sua implantação aos procedimentos de controle da Marinha.


Palavras-chave


Controle Interno, Gestão Pública, Cultura Organizacional

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