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Classificação de risco na Atenção Primária à Saúde no Centro de Saúde n 02 do Itapoã/DF
Isabella Cristina Fernandes Peixoto, Camila Paranayba, Luana Maria alcantara, Juliana Pinheiro, Priscila da Rocha, Fabiana Delaix, Elisângela César dos Santos Anjos

##manager.scheduler.building##: Faculdade de Ciências da Saúde
##manager.scheduler.room##: Auditório 1
Data: 2017-06-23 09:30  – 11:00
Última alteração: 2017-06-19

Resumo


A classificação de risco é um instrumento importante na priorização dos atendimentos e organização dos serviços, principalmente no contexto de demanda espontânea. Embora confundidas  com ferramentas de alta complexidade, as classificações de risco podem ser aplicadas em vários níveis de atenção e especialidades, desde de que levem em conta determinados fatores de urgência de acordo com o grau de especialidade do serviço. Na atenção básica, pode—se considerar que os serviços e as necessidades se assemelham para fins triagem dos riscos, considerando que a demanda é grande e, geralmente, mais ampla do que a oferta de serviço. Para que o atendimento seja organizado e se aproxime de um atendimento igualitário e equânime, como preconizam os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), a classificação de risco se destaca como estratégia de análise as necessidades dos usuários e possibilidades disponíveis à população por meio da Estratégia de Saúde da Família (ESF).

À chegada na Unidade Básica de Saúde em questão, notou-se uma sobrecarga do serviço, repercutindo negativamente sobre os usuários profissionais. Particularmente, a quantidade de consultas realizadas pela equipe de enfermagem foi de especial interesse ao grupo, devido às numerosas repercussões que se desdobravam. A pouca disponibilidade de tempo para atuação em atividades extra-muro (como visitas domiciliares, programas de educação continuada em escolas e ações de busca ativa) merece destaque como consequência de como a organização do trabalho se encontrava na ESF. Estresse e sobrecarga de trabalho, insatisfação com a qualidade do serviço prestado dentro e fora dos consultórios eram questões relatadas pelos profissionais da equipe. De outro lado, o tempo de espera para os atendimentos e a falta de clareza sobre a sequência e chamada da fila eram motivos de angústia e desconforto para os usuários.

A demanda da elaboração de um instrumento que possibilitasse a implementação da classificação de risco de demanda espontânea na atenção básica foi colocada pelas enfermeiras preceptoras que conviviam diariamente com as dificuldades locais. Portanto, foi pensado um mecanismo de sistematizar a triagem dos sinais e sintomas mais comuns à Atenção Primária em Saúde, elencados pelo Ministério da Saúde, de acordo com a apresentação sintomatológica em casos não agudos e casos agudos ou agudizados.

A intervenção proposta pelo grupo foi idealizada e ajustada para as necessidades do ESF do Itapoã/DF, sendo baseada e inspirada em um instrumento já validado pelo Ministério da Saúde e indicado para o uso de classificação de demandas espontâneas em serviços de saúde de baixa complexidade. Juntamente com o Caderno de Atenção Básica número 28 edição 2013, que trata de temas de livre demanda e maior incidências registradas, um instrumento adaptado por Roncato et al, foi incorporado e ajustado. Com a fundamentação nestes dois modelos foi possível criar o instrumento adequado e devidamente embasado para direcionar e viabilizar uma classificação ampla, de qualidade, prática e que fosse ao encontro das necessidades do serviço, visando organizar o atendimento da demanda espontânea.

Além do instrumento de classificação de risco elaborado para o profissional responsável pela triagem, foi confeccionado um painel explicativo para os pacientes, com as cores da classificação e possíveis tempos de espera de cada categoria, ilustrado e com uso de linguagem acessível, abrangendo toda a população de maneira inclusiva, a comunidade compreenda o modelo proposto perceba a diminuição do tempo de espera para o atendimento e assim, haja melhora da satisfação do usuário com a resposta do serviço.

Outra ação realizada foi uma oficina com os membros integrantes das equipes de saúde número 11 e na equipe parametrizada para contextualização e capacitação dos profissionais de saúde em relação ao uso do instrumento. O direcionamento das discussões e exposições foram feitas com foco nos profissionais que devem conduzir a triagem na classificação de risco quanto naqueles profissionais que atendem devidamente triados. O intuito dessa ação foi fortalecer os conhecimentos de base da equipe de saúde, para que, assim, os profissionais possam colaborar e trabalhar de forma unificada na educação e assistência da população.

Para concluir, o grupo acredita que a intervenção seja ação central e fundamental na otimização do processo de trabalho local e ainda na melhoria dos serviços oferecidos para a população. Através de esforços mútuos e prontificação de equipes e profissionais de saúde, é possível acreditar em uma reestruturação eficaz e benéfica para todo o sistema de saúde, usuários e profissionais. É importante lembrar ainda, que a enfermagem tem papel central na organização do espaço de trabalho, das relações de equipe e da gestão, devido às suas competências técnicas e visão holística, direcionadas às potencialidades do SUS.



Palavras-chave


Educação; Classificação de risco; Atenção Primária à Saúde;