Portal de Conferências da UnB, IX Mostra de Estágios da Faculdade de Ciências da Saúde

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PADRONIZAÇÃO DA VERIFICAÇÃO DE SINAIS VITAIS PELA EQUIPE DE ENFERMAGEM DA UTIN – HUB
Letícia Barbosa Heringer Amorim, Suzanne da Silva Santos, Rita de Cássia Melão de Morais, Lady da Silva Freitas, Elainne Motta

Última alteração: 2019-06-13

Resumo


Introdução: Trata-se de um relato de experiência sobre a Padronização da Verificação de Sinais Vitais pela equipe de enfermagem da Unidade de Terapia Intensiva (UTIN) do Hospital Universitário de Brasília (HUB), com todos os profissionais da equipe de enfermagem (enfermeiras, técnicos e auxiliares) da UTIN. A instituição, HUB, realiza treinamento em serviço dos colaboradores, promovendo educação permanente para os profissionais. Dessa forma, o interesse em intervir sobre a temática da padronização da verificação de sinais vitais – temperatura, frequência cardíaca, pressão arterial não invasiva, saturação, frequência respiratória – oxigenoterapia e a avaliação de dor, surgiu de uma demanda institucional, em que propôs a realização de programa de capacitação para seus colaboradores. A monitorização dos sinais vitais é essencial para a obtenção de informações fisiológicas que informam as condições de saúde dos pacientes e direcionam o profissional acerca de que intervenção deve ser realizada diante dos valores obtidos (KAWAMOTO; FORTES, 2011 p. 88). A unidade neonatal tem a sua especificidade, Tamez (2017) afirma que, independente da experiência ou nível de conhecimento dos novos profissionais na unidade, é necessário realizar o programa de treinamento, que tem como finalidade padronizar as informações e os cuidados de enfermagem na UTI neonatal, revisando as particularidades do recém-nascido de alto risco, além do treinamento, os profissionais são sujeitos aos programas de educação permanente, previstos no decreto nº 94.406/87, que dispõe sobre o exercício da enfermagem e outras providências. A Educação Permanente tem como objetivo aprimorar os cuidados ofertados pelos profissionais de saúde, almejando alcançar a equidade, qualificando melhor o atendimento das necessidades do público alvo, tratando da realidade de cada unidade, formulando estratégias que ajudem a atender a demanda de problemas que surgem nas unidades. Essa estratégia também é considerada uma educação no trabalho, pelo trabalho e para o trabalho, cuja finalidade é melhorar o atendimento em saúde (MASSAROLI, SAUPE, 2008). O Ministério da Saúde ressalta que é de suma importância que esse processo de educação faça parte da rotina dos serviços de saúde, para melhorar o processo de trabalho e estruturar melhor as ações a serem realizadas, sendo então a Educação Permanente, entendida como uma renovação cotidiana das práticas, baseando-se em novos aportes teóricos, metodológicos, científicos e tecnológicos (MASSAROLI, SAUPE, 2008). Objetivos: O objetivo geral deste relato é padronizar a assistência da equipe de enfermagem na verificação e monitorização dos sinais vitais através do processo de educação permanente presente na unidade. E os objetivos específicos são: promover educação continuada a equipe de enfermagem da unidade; padronizar as técnicas de verificação dos sinais vitais; reforçar os limites e as características dos sinais vitais em Neonatologia; identificar sinais de complicação a partir dos dados apresentados. Metodologia: Relato de experiência sobre a aplicação de um programa de educação continuada. O local foi a Unidade de Terapia Intensiva Neonatal do Hospital Universitário de Brasília. Os participantes foram os profissionais da equipe de enfermagem da UTIN. A intervenção ocorreu através de duas aulas ministradas pelas acadêmicas dentro na UTIN, utilizando um computador disponível para acompanhamento, em que abordaram os parâmetros ideias de cada sinal vital do público assistido naquele setor de terapia intensiva neonatal, apresentando um produto final com todas as referências dos parâmetros analisados, o qual foi anexado às pranchetas referente a cada leito da UTIN. Resultados e Discussão: A intervenção teve a participação dos profissionais do setor, com o objetivo de envolver a equipe para que a prática se perpetue mesmo com a saída das estagiárias do campo. A proposta das acadêmicas foi bem aceita pelos profissionais e já colocadas em práticas no momento da implantação. Conclusão: A Padronização da Verificação de Sinais Vitais na unidade possibilitará uma assistência qualificada, fundamentada nos princípios do cuidado humanizado e na integralidade humana; satisfação da equipe e dos familiares dos pacientes; aprimoramento da assistência; diminuição das distorções e registro inadequado; estímulo ao registro correto e adequado de todos os parâmetros básicos; organização do ambiente físico; adesão da proposta para conquista de objetivos comuns. Além disso, a constante atualização dos profissionais poderia ser feita a cada nova diretriz, não somente da verificação dos sinais vitais, como também de outras particularidades dentro daquele setor.

 

Referências

 

COFEN. Decreto nº 94.406/87, de 25 de junho de 1986. Dispõe sobre o exercício da Enfermagem, e dá outras providências. Disponível em: http://www.cofen.gov.br/decreto-n-9440687_4173.html.

 

KAWAMOTO, E. E. FORTES, J. I. Fundamentos de enfermagem. 3.ed. - Rio de Janeiro : Guanabara Koogan, 2011 p. 88

 

MASSAROLI, A. SAUPE, R. Distinção Conceitual: Educação Permanente E Educação Continuada No Processo De Trabalho Em Saúde. Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica - PIBIC 2007/2008. Disponível em: http://www1.saude.rs.gov.br/dados/1311947098405educa%E7%E3o%20continuada%20e%20permanente.pdf

 

TAMEZ, R. N. Enfermagem na Uti Neonatal - Assistência ao Recém-Nascido De Alto Risco. 6ª ed. Guanabara Koogan, 2017.