Portal de Conferências da UnB, 23º Congresso de Iniciação Científica da Unb e 14º do DF

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Luminiscência Persistente: Potencialidade do CaS: Eu²/Dy ³ em Bioimageamento
Atila Albuquerque Costa de Melo

Última alteração: 2017-12-06

Resumo


Orientador/a: MARCELO OLIVEIRA RODRIGUES

Colaboradores: Marcos A. Calil Júnio

INTRODUÇÃO

A luminescência persistente é o fenômeno que possui como principal característica a emissão de luz, geralmente na faixa do visível do espectro eletromagnético, por horas mesmo após sessada sua fonte de radiação[1].    A ocorrência desse fato já era observada tempos atrás na história da humanidade. No século XVII, o italiano V. Casciarolo, observou uma longa luminescência provinda de um mineral encontrado na região em que morava, Bologna, norte da Itália, o BaSO4 – Sulfato de Bário – que tempos depois ficou conhecido como a Pedra de Bologna. [2] Atualmente, diversos projetos de pesquisas estão sendo desenvolvidos com intuito de aperfeiçoar as matrizes utilizadas para demonstrar esse fenômeno, uma vez que suas aplicações são de grande valor para diversos campos, tais como o desenvolvimento de sondas biológicas luminescentes, sensibilizadores de células solares, marcadores ópticos, detectores de radiação, materiais decorativos e etc. O grande diferencial desses materiais é a possibilida

METODOLOGIA

Reagentes – CaS:Eu2+R3+ A síntese da matriz CaS dopadas de íons de terras raras foi realizada sob o método de co-precipitação. Os reagentes utilizados foram o Cloreto de Cálcio diidratado CaCl2.H2O (0,5382 mmol), Nitrato de Európio penta hidratado  Eu(NO3)3·5H2O (0,0104 mmol) Nitrato de Disprósio hidratado  Dy(NO3)3·H2O (0,0113) e etanol C2H6O (50 mL). Tetrahidrofurano (THF),  R3+ - Lantanídeos. Síntese da CaS:Eu2+R3+ Inicialmente foi preparada uma solução de Na2S·9H2O junto a 50 mL de etanol, que foi sonicada e posteriormente misturada a 0,07010g de Cloreto de Cálcio diidratado CaCl2.H2O, Európio penta hidratado  Eu(NO3)3·5H2O (0,0104 mmol) e Nitrato de Disprósio hidratado  Dy(NO3)3·H2O (0,0113). Essa mistura de soluções foi realizada com cerca de 20 mL/min em atmosfera inerte. A solução resultante ficou sob agitação por aproximadamente 16 horas. A matriz dopada precipitou após esse tempo e em seguida foi adicionado 20 mL de Tetrahidrofurano (THF), que em seguida ficou sob agitação

RESULTADOS

A figura 1 apresenta o espectro de excitação da CaS:Eu2+/Dy3+ onde pode-se notar a excitação máxima em 617 nm, no qual o íon Dy3+ tem uma maior intensidade de excitação. O espectro de excitação da CaS:Eu2+/Dy3+ obtido à temperatura ambiente é mostrado abaixo. Essa síntese teve como parâmetro o íon Dy3+, onde também teve relevância a concentração do íon Eu2+. Através da diferenciação nas concentrações dos íons acima listados, é possível observar o favorecimento e como o processo de liberação de energia. Os elétrons presos são liberados para camadas inferiores e então emitem energia. Essa emissão na faixa de aproximadamente 620 nm é característica da cor vermelha do espectro. No espectro é possível observar bandas que vão 4f65d ? 4f7, que são características do Eu2+ [10]. Fazendo uma comparação com a figura 2 é possível observar a faixa de emissão bem próximas, uma faixa que é característica do Eu2+.  A banda apresentada na região próxima a 550 é característica dos defeitos gerados pelo

CONCLUSÃO

O CaS:Eu2+/Dy3+ foi produzido pelo método de co-precipitação, e caracterizado por análises espectroscópicas. O tempo de emissão que caracteriza a luminescência persistente mostrou-se bastante adequando quando se pensa no objetivo do experimento mostrando emissão por aproximadamente 4 minutos apóes sessada a fonte de radiação

Palavras-chave


Luminescência persistente, lantanídeos, espectrosacopia